No Brasil, o número de mortes também representa uma preocupação.
O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é celebrado nesta quinta-feira (10), data criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A mobilização busca ampliar a conscientização sobre o problema e estimular ações de prevenção.
O suicídio é considerado um importante problema de saúde pública. Segundo a OMS, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. A entidade destaca que a prevenção depende, entre outras medidas, da redução do estigma, do acesso a cuidados de saúde mental e da criação de ambientes nos quais pessoas em sofrimento possam falar sobre o que estão vivendo e buscar apoio.
No Brasil, o número de mortes também representa uma preocupação. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 16.262 suicídios em 2022, contra 14.475 em 2021. O resultado de 2022 correspondeu a uma média de aproximadamente 44 mortes por dia.
A campanha internacional de 2024 a 2026 tem como tema “Mudando a narrativa sobre o suicídio”. Em 2026, a OMS destaca a importância de iniciar conversas, combater informações equivocadas e criar condições para que pessoas em sofrimento possam falar sobre seus sentimentos e receber apoio.
No Brasil, o Setembro Amarelo é uma das principais mobilizações de conscientização sobre a prevenção. A campanha busca estimular o diálogo sobre saúde mental e diminuir o preconceito que pode dificultar a procura por ajuda.
Quem estiver passando por uma crise emocional ou pensando em tirar a própria vida pode procurar atendimento profissional em uma unidade de saúde, em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em um serviço de emergência. Em uma situação de risco imediato, a orientação é procurar um pronto-socorro ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192.
Também é possível conversar gratuitamente com o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia em todo o território nacional. O atendimento é realizado por voluntários e também pode ser feito por chat e e-mail, com sigilo e respeito à pessoa atendida.
A busca por ajuda pode começar por uma conversa com alguém de confiança, um familiar, amigo ou profissional de saúde. Pessoas que percebem sinais de sofrimento em alguém próximo também podem oferecer escuta, acolhimento e incentivo para que a pessoa procure atendimento especializado.
Da redação CSFM






