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09/07/2026 08:32

Presidente dos Estados Unidos deverá pagar mais de US$ 5,8 milhões à escritora E. Jean Carroll após decisão da Suprema Corte encerrar a análise do recurso.

A Justiça Federal dos Estados Unidos autorizou a liberação de mais de US$ 5,8 milhões, cerca de R$ 32 milhões na cotação atual, para a escritora E. Jean Carroll em uma ação civil movida contra o presidente norte-americano, Donald Trump. O valor reúne a indenização de US$ 5 milhões fixada por um júri em 2023 e os juros acumulados desde então.

A decisão foi assinada pelo juiz Lewis A. Kaplan após a Suprema Corte dos Estados Unidos encerrar a análise do caso ao recusar um pedido da defesa de Trump para revisar a condenação. Com isso, os recursos que estavam depositados em uma conta judicial foram liberados para pagamento.

Os advogados do presidente solicitaram que a transferência fosse suspensa, alegando que ainda apresentariam um pedido de reconsideração à Suprema Corte. A defesa também argumentou que, caso a escritora utilizasse ou doasse o dinheiro, uma eventual recuperação dos valores seria difícil caso a decisão fosse modificada futuramente. O pedido, porém, foi negado tanto pelo juiz responsável pelo processo quanto por um tribunal federal de apelações.

O processo teve origem em uma denúncia apresentada por E. Jean Carroll, que afirmou ter sido vítima de abuso sexual em uma loja de departamentos de Nova York, em meados da década de 1990. Em maio de 2023, um júri concluiu que Donald Trump era civilmente responsável pelo abuso sexual e por difamar a escritora após ela tornar pública a acusação. O caso foi julgado exclusivamente na esfera civil, sem acusações criminais relacionadas aos fatos.

Donald Trump nega as acusações e afirma que o episódio nunca aconteceu. A equipe jurídica do presidente já protocolou um novo recurso contra a liberação da indenização.

Além desse processo, outra disputa judicial entre Trump e E. Jean Carroll continua em andamento. Em 2024, um novo júri condenou o presidente ao pagamento de US$ 83,3 milhões por declarações consideradas difamatórias feitas após o primeiro julgamento. Essa decisão permanece sob análise das instâncias superiores da Justiça norte-americana.


Redação: Vale FM







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