Trata-se do primeiro tufão a atingir o país em 2026
O tufão Maysak provocou uma série de inundações no sul da China nesta semana, deixando mortos, desaparecidos e dezenas de milhares de pessoas fora de casa. A região mais atingida foi a Região Autônoma de Guangxi, especialmente a cidade de Hengzhou, que pertence ao município de Nanning, onde o volume excepcional de chuva fez rios transbordarem, rompeu estruturas de contenção e inundou bairros inteiros.
O ciclone tropical atingiu primeiro a província insular de Hainan na última sexta-feira (3), antes de seguir para o continente. Ao perder força sobre o território chinês, o sistema continuou despejando grandes volumes de chuva sobre Guangxi, provocando enchentes generalizadas, deslizamentos de terra e alagamentos em áreas urbanas e rurais. Segundo as autoridades chinesas, trata-se do primeiro tufão a atingir o país em 2026.
As chuvas elevaram rapidamente o nível dos rios. De acordo com os órgãos hidrológicos chineses, 29 rios e 36 estações de monitoramento ultrapassaram os níveis de alerta para inundações. Em Hengzhou, o governo classificou a situação como inundação de nível III, considerada absolutamente catastrófica pelas autoridades locais, diante da intensidade da cheia e dos danos registrados.

Imagens feitas por moradores chineses durante a tragédia. Imagem: Redes Sociais
As águas invadiram residências, comércios, estradas e áreas agrícolas. Plantações de jasmim, uma das principais atividades econômicas da região, ficaram completamente submersas justamente durante o período de colheita, ampliando os prejuízos para produtores locais. Também foram registrados cortes no fornecimento de energia elétrica e água, interrupções em linhas ferroviárias e suspensão de serviços de balsas em alguns trechos da província.
Até esta terça-feira (7), o balanço oficial divulgado pelas autoridades de Guangxi aponta quatro mortes e oito pessoas desaparecidas somente na região diretamente atingida pelas enchentes provocadas pelo tufão. Mais de 54 mil moradores precisaram deixar suas casas em Hengzhou devido ao avanço das águas.
Em outras partes da China, os efeitos do sistema meteorológico também foram severos. Tempestades, tornados e deslizamentos associados à circulação remanescente do Maysak elevaram o número de vítimas para pelo menos 15 mortos em diferentes províncias do país, além de vários desaparecidos e centenas de feridos. Abaixo, imagens via satélite da National Aeronautics and Space Administration (NASA), mostrakm a dimensão e força do fenômeno climático.

Imagem: NASA
Especialistas em meteorologia explicam que, mesmo enfraquecido após o desembarque, o tufão continuou transportando enorme quantidade de umidade do oceano para o interior da China. Esse encontro entre o ar extremamente úmido e sistemas atmosféricos sobre o continente favoreceu chuvas persistentes e de grande intensidade, capazes de provocar enchentes rápidas, rompimentos de barragens menores e deslizamentos de terra.
O governo chinês elevou os protocolos de controle de enchentes nas áreas mais afetadas e ativou a resposta nacional de emergência para desastres. Equipes de resgate permanecem realizando buscas pelos desaparecidos, retirando moradores de áreas isoladas, distribuindo alimentos, água e suprimentos, além de restabelecer os serviços essenciais de energia, transporte e abastecimento.
As autoridades também monitoram o comportamento dos rios, a estabilidade de diques e reservatórios e o risco de novos deslizamentos, já que a previsão indica continuidade das chuvas em parte do sul da China nos próximos dias. A orientação é manter as evacuações preventivas nas áreas consideradas de maior risco enquanto as equipes trabalham na recuperação das regiões atingidas.
Da Redação CSFM






