Decisão do STF gerou manifestações de apoio e críticas nas redes sociais, com políticos classificando o ex-deputado como “injustiçado” ou “traidor”
A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) repercutiu entre parlamentares de diferentes espectros políticos nesta terça-feira (17). Enquanto aliados criticaram a decisão e alegaram perseguição, integrantes da base governista e da oposição ao bolsonarismo comemoraram o resultado do julgamento.
Por unanimidade, os ministros do colegiado condenaram Eduardo pelo crime de coação no curso do processo, fixando pena de quatro anos e dois meses de prisão, além do pagamento de multa. Conforme a decisão, ele também ficará inelegível pelo período previsto na legislação aplicável a condenações dessa natureza.
Segundo o STF, o ex-parlamentar atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes da Corte e tentar influenciar investigações relacionadas aos atos antidemocráticos após as eleições de 2022.
Em nota, Eduardo Bolsonaro afirmou que ainda não foi formalmente notificado da decisão e sustentou que qualquer sentença proferida sem o devido processo legal seria inválida.
A decisão dividiu opiniões no meio político. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a condenação como uma “grande injustiça” contra o irmão. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que Eduardo teria sido “cassado com uma canetada”, enquanto o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) criticou o que chamou de perseguição a conservadores.
Outros integrantes do PL também se manifestaram em defesa do ex-deputado. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou sua atuação política a episódios anteriores da história nacional, e parlamentares como Júlia Zanatta, Sóstenes Cavalcante e Caroline de Toni demonstraram solidariedade e criticaram a decisão judicial.
Por outro lado, representantes da esquerda comemoraram o julgamento. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a condenação como uma vitória das instituições democráticas. A ex-ministra Anielle Franco chamou Eduardo de “falso patriota”, enquanto o ministro Guilherme Boulos afirmou que a decisão representa uma resposta a quem tenta conspirar contra o país.
Também se manifestaram favoravelmente ao julgamento parlamentares como Bohn Gass (PT-RS), Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), que fizeram críticas ao ex-deputado e destacaram os efeitos políticos da condenação.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas a decisão do STF já intensificou o debate político e ampliou a polarização entre apoiadores e opositores de Eduardo Bolsonaro.
Redação: Vale FM






