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03/06/2026 09:24

Senador diz que medida anunciada pelos Estados Unidos seria consequência das ações do presidente e nega relação com encontro recente com Donald Trump

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (2) que a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros não teria como alvo as empresas do país, mas sim o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante entrevista, Flávio declarou que a medida estaria relacionada à postura adotada pelo governo brasileiro. Segundo o senador, "não são as empresas brasileiras que estão sendo tarifadas. Quem está sendo tarifado é o presidente Lula".

Ele acrescentou que a possível taxação seria consequência do comportamento do chefe do Executivo brasileiro. "É ele e o seu comportamento, são as suas ameaças aos Estados Unidos e o seu sentimento anti-americano. É a sua ideologia sendo colocada na frente do interesse do povo brasileiro", afirmou.

O parlamentar também negou que a proposta tenha qualquer relação com sua recente viagem aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump.

"Não foi na semana passada quando eu estive lá para defender o Brasil, para ajudar o Brasil a ter mais segurança pública. Essa tarifa, que pode ser anunciada em breve, é a tarifa do Lula", declarou.

Nos bastidores, aliados ouvidos pela imprensa apontam que Flávio recebeu orientações para se desvincular de qualquer discurso favorável ao aumento das tarifas. Mais cedo, ele enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, solicitando que o governo norte-americano não aplicasse as novas cobranças ao Brasil.

A recomendação de taxação foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Entre os argumentos citados pelo órgão estão decisões judiciais envolvendo plataformas digitais, questões relacionadas ao funcionamento do PIX e outros temas ligados às relações comerciais entre os dois países.

Enquanto isso, o governo brasileiro continua buscando uma solução diplomática para evitar a medida. Também nesta terça-feira, Lula afirmou que aguarda um contato de Trump para discutir o assunto.

"Estou esperando um telefonema de Trump", disse o presidente. Segundo Lula, os dois governos haviam estabelecido um prazo para que ministros negociassem alternativas antes de qualquer decisão.

"Você me deve uma reunião e eu devo uma para você. Porque demos 30 dias para nossos ministros negociarem. Então, estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência", declarou.


Da redação: Vale FM







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