Profissionais treinados podem indicar áreas mais protegidas e alertar sobre situações que oferecem perigo
Com a chegada do verão, muitas famílias optam por viajar para regiões litorâneas e áreas de rios, buscando lazer e descanso durante as férias, festas de fim de ano e o período que se aproxima do Carnaval. E isso gera um maior movimento nos destinos de praia e rios, o que exige atenção especial dos visitantes quanto à segurança, principalmente de crianças e adolescentes.
Antes de entrar na água, é fundamental que quem está em ambiente de mar ou rio converse com os salva-vidas locais, com o Corpo de Bombeiros ou com os profissionais responsáveis pela segurança da área para conhecer as condições do lugar, os pontos seguros para banho e os riscos existentes. Profissionais treinados podem indicar áreas mais protegidas e alertar sobre situações que oferecem perigo.
Os ambientes de água doce e de mar apresentam desafios diferentes e exigem cuidados específicos: nas praias oceânicas, correntes de retorno são um dos principais agentes em afogamentos, caracterizadas por fluxo de água que puxa o nadador para longe da costa e podem ser difíceis de identificar sem orientação especializada. Elas são comuns entre áreas com bancos de areia e podem parecer locais com água mais calma, mas com força de saída significativa. Caso alguém seja levado por uma corrente de retorno, os especialistas orientam não nadar contra a corrente, mas tentar sair dela nadando paralelamente à costa até ser possível voltar à praia; se não for possível, deve-se flutuar ou permanecer calmo e chamar por ajuda, sinalizando claramente para quem está na praia ou a um salva-vidas.
Já em rios, lagoas e açudes, a profundidade pode variar abruptamente, haver presença de buracos, pedras, lodo ou lama que dificultam a natação e podem surpreender mesmo nadadores experientes. A densidade da água doce é menor que a do mar, o que pode alterar a flutuabilidade e a sensação de equilíbrio na água.
Em ambos os casos, outros cuidados recomendados incluem nadar apenas em áreas supervisionadas por profissionais de salvamento, observar a sinalização de risco, evitar nadar sozinho, não entrar na água após consumo de álcool ou em condições climáticas adversas e fazer uso de bóias e outros dispositivos de flutuação em caso de dúvidas sobre habilidade de nado.
Recentemente no sul da Bahia, dois afogamentos foram registrados em praias de Ilhéus, incluindo a morte de uma adolescente de 14 anos, que foi surpreendida pela força do mar enquanto estava com a família na Praia do Acuípe (relembre).
Com cuidado e informação é possível aproveitar o verão com menos risco de acidentes. O conhecimento dos perigos, combinado ao respeito às orientações de profissionais, permanece como um fator determinante na prevenção de afogamento, tanto nos rios como no mar.
Da Redação CSFM







