Parlamentares da oposição criticaram duramente as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feitas nesta quinta-feira (8), no Acre, quando ele manifestou apoio à cassação de mandatos de deputados e senadores que ocuparam as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.
No discurso, Lula chamou Eduardo Bolsonaro de “presidente ignorante e chucro” e o acusou de traição à pátria por supostamente buscar apoio dos Estados Unidos para um golpe no Brasil. O presidente também pediu ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC) que não assinasse o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “quem deveria sofrer impeachment são esses deputados e senadores que ficam tentando fazer greve para impedir o funcionamento da Câmara e do Senado”.
A fala de Lula ocorre em meio ao acirramento das tensões entre Legislativo e Judiciário, diante de ofensivas parlamentares contra decisões do Supremo Tribunal Federal.
Em nota oficial, a oposição classificou as declarações como “prova cabal do perfil autoritário e truculento” de Lula e acusou o presidente de tentar criminalizar “um ato político legítimo”, feito como reação à chamada “Lava Toga”, que teria revelado perseguição política comandada por Moraes.
Os oposicionistas ressaltaram que, no passado, o próprio PT foi contra a indicação de Moraes ao STF e acusaram Lula e seu partido de se aliarem ao ministro “em um projeto de destruição da oposição, censura à imprensa livre e perseguição a críticos”.
Segundo a nota, a ocupação das Mesas Diretoras é um “instrumento de resistência democrática” já utilizado diversas vezes pela esquerda, sem que houvesse ameaça de cassação. O texto conclui afirmando que a bancada oposicionista não se intimidará:
“Lula pode querer uma ditadura sem oposição, mas encontrará aqui um bloco coeso, combativo e inabalável na defesa da liberdade.”
Da redação: Vale FM







