O adiamento provocou dificuldades imediatas entre os trabalhadores, que relatam falta de dinheiro para necessidades básicas como alimentação e gás de cozinha.
Trabalhadores da limpeza urbana de Belmonte entraram em contato com a Costa Sul FM nesta quinta-feira (10), para denunciar atraso no pagamento dos salários referentes ao mês em curso. Segundo relatos, os garis deveriam ter recebido até o décimo dia útil, mas foram informados que o pagamento só será efetuado no próximo domingo (14). Data essa, que é, inclusive, desconfiada pela categoria. O adiamento provocou dificuldades imediatas entre os trabalhadores, que relatam falta de dinheiro para necessidades básicas como alimentação e gás de cozinha.
Ainda de acordo com informações, além do atraso, os funcionários apontam irregularidades na formalização contratual. De acordo com as denúncias, após o fim de um contrato temporário de três meses, os garis continuaram trabalhando sem registro em carteira por um período de seis meses, e apenas agora a Prefeitura teria começado a sinalizar uma regularização, o que gerou revolta entre os profissionais, que também criticam a carga horária exigida — até as 17h — sem contrapartida no cumprimento dos compromissos trabalhistas.
A situação evidencia mais um episódio de desorganização na gestão do prefeito Iêdo Elias, que enfrenta críticas crescentes por falhas na condução dos serviços públicos essenciais. Além da crise atual na limpeza urbana, a cidade acumula problemas graves na área da segurança e um sistema de saúde fragilizado, com queixas de falta de medicamentos, demora no atendimento e ausência de médicos em unidades básicas.
A ausência de planejamento administrativo e de respostas efetivas às demandas dos serviços essenciais tem ampliado a insatisfação da população. O caso dos garis expõe o descaso da gestão municipal com os direitos trabalhistas e reforça o cenário de precarização dos serviços públicos em Belmonte.
Moradores e trabalhadores aguardam uma posição concreta da administração municipal sobre a regularização dos pagamentos e dos vínculos empregatícios, enquanto cresce a pressão por medidas urgentes que garantam dignidade e condições mínimas aos servidores que mantêm a cidade limpa.
Da Redação CSFM








