Somente em 2025, o banco já encerrou quase 400 agências e 734 postos de atendimento em todo o país.
Está marcada para acontecer na quarta-feira (9), às 10h, uma manifestação em frente à agência do Bradesco em Coaraci. O ato é organizado por autoridades públicas e representantes da sociedade civil, em protesto contra o fechamento da unidade bancária no município e do posto de atendimento na cidade vizinha de Almadina.
A mobilização ocorre em meio a uma reestruturação nacional promovida pelo Bradesco. Somente em 2025, o banco já encerrou quase 400 agências e 734 postos de atendimento em todo o país, além de ter demitido 2.269 trabalhadores no período de 12 meses. Somente na Bahia, foram 706 bancários desligados e 36 unidades desativadas, segundo dados do setor. A maior parte dos encerramentos ocorreu em municípios do interior, onde a presença bancária já era limitada.
A estratégia da instituição financeira é voltada à digitalização dos serviços e à redução de custos operacionais. No entanto, o fechamento de agências físicas tem causado impactos diretos nas comunidades afetadas, especialmente em áreas rurais e cidades de pequeno porte. Com menos unidades em funcionamento, clientes precisam se deslocar para municípios vizinhos para realizar saques, pagamentos, emissão de documentos e outros atendimentos presenciais.
Apesar da onda de cortes, o Bradesco registrou lucro líquido de R$ 19,55 bilhões em 2024, e R$ 5,864 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2025. Os dados ampliaram críticas de que a política de reestruturação tem priorizado os interesses financeiros em detrimento da inclusão bancária e do acesso da população a serviços essenciais.
A manifestação em Coaraci é uma reação direta ao esvaziamento da rede bancária na região e busca pressionar a direção do banco a rever a decisão, apontando prejuízos à economia local, ao comércio e à população mais vulnerável.
Da Redação CSFM







