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02/09/2026 10:48

A história foi questionada durante a própria abordagem

Um estudante de Direito de 53 anos foi preso na noite de segunda-feira (31), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, após se apresentar como juiz criminal durante uma abordagem da Polícia Militar (PM). A checagem da identidade revelou que havia contra ele um mandado de prisão em aberto por estelionato.

A abordagem aconteceu por volta das 21h30, no Jardim do Mar. Segundo a ocorrência, policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano abordaram o motorista de um veículo que trafegava acima da velocidade permitida.

Durante a fiscalização, o homem apresentou um documento em nome de Jarbas Luiz dos Santos, que, de acordo com a PM, apresentava sinais de adulteração. Ele afirmou aos policiais que era juiz da 3ª Vara Criminal de Santo André e também professor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo.

A história foi questionada durante a própria abordagem. Uma mulher que passava pelo local reconheceu o motorista e informou aos policiais que ele era estudante de Direito da instituição, e não professor.

O homem foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. A identificação por impressões digitais confirmou que se tratava de Selmo dos Santos Pereira.

Enquanto a identificação era realizada, outra equipe da PM localizou, em São Caetano do Sul, o verdadeiro juiz cujo nome constava no documento apresentado pelo suspeito. O magistrado foi até a delegacia, confirmou sua identidade e relatou uma tentativa recente de compra de imóvel utilizando seu nome. A possível relação entre os episódios será investigada.

A consulta aos sistemas policiais também apontou uma ordem de prisão contra Selmo relacionada a uma condenação por estelionato e crime eleitoral. Segundo o registro, a pena ainda estava pendente de cumprimento em regime fechado.

O caso foi registrado como uso de documento falso e recaptura de procurado. Selmo permaneceu preso e à disposição da Justiça.

Histórico
O homem já havia sido preso por estelionato em 2010. Naquele ano, tentou disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo então DEM.

Segundo informações divulgadas na época, ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 91,65 milhões. Entre os bens informados estava uma instituição de ensino chamada Unilma, avaliada em R$ 80 milhões.

Selmo se apresentava como “reitor fundador” da instituição, mas, segundo reportagem publicada na época, a entidade não possuía registro no Ministério da Educação (MEC).

A candidatura foi contestada pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo e acabou impedida.

 

Da redação







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