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08/05/2026 17:15

Secretaria de Saúde afirma que doença está sob controle no estado e divulga nota técnica detalhando monitoramento, tipos de transmissão e ausência de surto

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado em 2026. Os registros ocorreram nos municípios de Pérola d'Oeste e Ponta Grossa. Além disso, outros 11 casos seguem em investigação e 21 já foram descartados pelas autoridades de saúde.

Segundo a pasta, o cenário atual é considerado controlado, sem evidências de surto no estado, embora o monitoramento da doença siga de forma contínua.

A vigilância sanitária do Paraná informou ainda que os casos identificados em 2026 não têm relação com registros internacionais envolvendo um navio de cruzeiro que passou por investigação após notificações de contaminação durante viagem entre a Argentina e Cabo Verde.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a rede pública está preparada para identificar e tratar possíveis casos, reforçando que a hantavirose é monitorada de forma rigorosa por equipes especializadas em zoonoses.


Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informou:

“A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa que os casos de hantavírus confirmados no Paraná em 2026 não têm relação alguma com o episódio do cruzeiro. Eles foram identificados em Pérola d'Oeste (abril) e Ponta Grossa (fevereiro). Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que tem transmissão viral de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS. Os casos identificados no Estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres (roedores). Não há qualquer surto registrado. A Sesa faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no Estado, com vigilância ativa (pesquisa ecoepidemiológica) de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano e reforça que a doença está controlada no Estado, sem qualquer motivo para preocupação”.

A pasta também destacou que mantém vigilância ativa em regiões com registros da doença, incluindo monitoramento ambiental e investigação epidemiológica, e reafirmou que não há indicativos de surto ou risco ampliado à população no momento.

Da redação: Vale FM







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