Ela realizou as ações criminosas enquanto trabalhava na Magazine Luíza
A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Vitrine, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Eunápolis. A ação resultou na prisão preventiva de uma mulher investigada pelos crimes de estelionato, furto mediante fraude e falsidade ideológica na loja Magazine Luíza. O mandado foi expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca local.
A captura ocorreu em uma instituição financeira no centro da cidade, onde a suspeita trabalhava atualmente. Segundo as investigações, que começaram após denúncias de várias vítimas, a mulher utilizava a confiança conquistada durante os cerca de três anos em que trabalhou na loja de departamentos para aplicar golpes, principalmente em idosos e pessoas com pouca instrução.
De acordo com a apuração, ela solicitava cartões de crédito em nome dos clientes sem autorização e embutia múltiplos seguros nas faturas — em um dos casos, foram identificados 15 seguros em apenas um cartão. Além disso, a investigada é suspeita de utilizar os dados para realizar compras em estabelecimentos locais e em plataformas online.
Nos casos mais graves, quando os clientes questionavam transações desconhecidas, ela os convencia a fornecer biometria e assinatura digital, alegando necessidade de cancelamento. Na prática, porém, solicitava uma segunda via do cartão para outro endereço e utilizava todo o limite de crédito sem que o titular soubesse.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência da investigada, a polícia recolheu bens como notebook, iPhone, tablet, fogão e televisores, todos com indícios de aquisição por meio do esquema criminoso.
Ainda não é possível calcular o valor total dos prejuízos, já que muitas vítimas não tinham conhecimento das cobranças. Apenas em um dos casos, a dívida ultrapassou dez mil reais.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar todas as circunstâncias do esquema e possíveis envolvidos. A suspeita foi submetida aos procedimentos de polícia judiciária e permanece à disposição da Justiça.
Da Redação CSFM







