O Marrocos deu início ao projeto daquela que promete ser a maior arena de futebol do mundo. Com capacidade para receber 115 mil torcedores, o Grand Stade Hassan II está sendo erguido nos arredores de Casablanca pelo custo estimado de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões). O objetivo principal do país africano é transformar a nova praça esportiva no palco da grande final da Copa do Mundo de 2030, torneio que será sediado em conjunto com Espanha e Portugal.
A decisão final sobre o local da disputa do título ainda depende da Fifa, mas os marroquinos correm contra o tempo para entregar a estrutura. De acordo com o embaixador do Brasil no Marrocos, Alexandre Guido Lopes Parola, a expectativa local é grande. "Eles estão acabando agora esse que vai ser um grande estádio, onde esperam que seja a final. Ainda não está decidido, mas deve ser lá", revelou. O design arquitetônico do complexo, assinado pelos escritórios Oualalou + Choi e Populous, é inspirado nas tradicionais tendas dos festivais culturais do país.
A grandiosa obra da arena, prevista para ser inaugurada em 2028, conta com um plano de investimentos de US$ 6 bilhões focado no Mundial. O governo local também está destinando recursos na ampliação de aeroportos, estradas, rede de hotéis e na implantação de uma linha de trem de alta velocidade que cruzará o território de norte a sul. A meta é atrair 26 milhões de visitantes por ano até o início da competição.
O Marrocos vem usando torneios de grande porte como testes para a Copa do Mundo. A recente organização da Copa Africana de Nações serviu de teste para testar a logística e acelerar obras que levariam uma década para sair do papel, deixando o país com quase 80% da estrutura exigida pela Fifa encaminhada. Além do retorno esportivo, o projeto visa consolidar a economia marroquina, que hoje ostenta a maior base industrial do continente africano.
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